Vinte anos de formatura

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Senta que lá vem textão:
20 de julho de 1996. Você lembra o que fez naquela noite? Naquele dia estávamos recebendo nosso canudo de jornalismo.
Há 20 anos nos formamos, cheio de ideais, sonhos e querendo abraçar o mundo como se fosse apenas nosso. E aqui estamos nós, cada um seguiu seu destino, e no caminho traçado por nós tivemos a oportunidade de conhecer o ser humano em situações as mais diversas e adversas da vida. E foram nessas adversidades que conquistamos nosso lugar ao sol, exercendo a profissão que escolhemos ou não.
Nestes 20 anos, através de nossos esforços, arrumando tempo e indo atrás de oportunidades, grande parte de nós participou das grandes mudanças em sua cidade, estado, Brasil e o mundo, fosse com uma cobertura direta ou apenas como um simples leitor, mas com certeza, cada momento foi marcante. Caímos, levantamos, amamos, perdemos, ganhamos e cá estamos.
Nestes 20 anos não fui correspondente de guerra, mas enfrentei minhas próprias guerras internas e as enfrento até hoje. Não foram anos fáceis, mas amei e fui amada. Voltei a amar e sou amada! Não corri o mundo como sonhava naquela época, mas descobri que o melhor mundo é o que vivo, o mundo que carrego dentro de mim, ainda cheio de sonhos e ideiais como outrora, ao receber emocionada, aquele canudo que parecia ser a garantia certa das minhas quimeras.
Nestes últimos 20 anos muitas amizades foram sendo feitas e perduraram e observo, mesmo a distância, que nascemos quase na mesma época, e que uns estão mais grisalhos e exibem rugas, enquanto para outros parece que o tempo não passou, como se a velhice chegasse mais cedo para alguns, mas para mim é como se estivesse ainda em 1996 ao lado dos meus queridos amigos.
Lembro de cada um como se estivessem ao meu lado, da minha sempre amada e querida amiga Christiane Valladares, que juntas passamos por muitos perrengues e ao meu lado e dos meus familiares comemoramos a nossa vitória. Eu e essa loira maravilhosa temos muitas histórias, Não sei se as conta aos seus filhos, mas se eu tivesse minha prole, já saberiam todas de cor e salteado.
E o que dizer do Alexandre Gasparino, meu sempre amado amigo. Quantas caminhadas fizemos para chegar a então FIT, hoje Unitri. Quantas jantas filei em sua casa, que foi extensão da minha e ali tive a noção, pela primeira vez em minha vida, do que era o aconchego de uma família. E assim foi durante todo o curso, pós-formatura. Não o vejo há cinco anos, mas o acompanho, sei de cada luta sua e sempre fico na torcida que vença suas guerras. Te amo Xande.
Às vezes quando estou pensando na turma, olho para o lado e vejo a Cristiane Guimarães me chamando de Nhe-nhe, com seu sorriso cativante, com seu amor pelo então namorado e depois marido que parecia não acabar, mas que fazia pensar que o amor era a coisa mais linda
E o que dizer da Eliane Mota, sempre aguerrida, e acredito a mais idealista, a que mais acreditava no curso de jornalismo. De nossas lembranças, a mais forte em minha memória, com certeza é aquele longínquo dia em que enganos a segurança do presidenciável Lula e fizemos uma foto com ele. Naquele dia, não sei você, mas me achei a jornalista.
Da Gislaine Dias, lembro pouco, mas sempre com carinho, e que era tímida e ficava me perguntando como ela iria atuar no jornalismo, portando tanta timidez. E lembro como desejava encontrar o homem de seus sonhos. Não sei se aconteceu, mas nestes últimos 20 anos, toda vez que pensava nela, pedia a Deus que realizasse seus sonhos, fossem quais fossem.
Também me lembro de meu maior desafeto no último período, o qual, nos quatro anos de convivência nunca tinha nutrido muita simpatia por ele – Boaventura Abritta. Tivemos uma briga homérica nos corredores da faculdade por conta da comissão de formatura. Enfim, dele não guardo boa lembranças, mas desejo que ainda seja vivo e esteja bem.
E a minha querida Roberta Guimarães, que sempre me dizia “Inez você é muito engraçada, perto de você a gente não fica triste”. Pois é minha amiga, depois de você muitos disseram a mesma coisa, mas com o tempo mudei muito e acabei me tornando um tanto quanto ranzinza, mas com um certo toque de humor.
E quanto ao Roberto Azambuja? Quantas lembranças… Hoje posso dizer uma das minhas primeiras paixões, com muitas frustrações, que me ensinou a grandeza do caráter e que na época não entendia bem.
Da Dione Tiago (Jose Marcelo), o seu discurso emocionado, a vontade de vencer, a inteligência e graças a Deus um breve encontro há dois anos, onde pude perceber que continua a mesma menina. No meu subconsciente não envelheceu, continua a mesma – a minha sempre querida Dione.
O Adailson faz lembrar o quanto sou persistente quando desejo algo ou alguém e nem precisa dizer mais.
Da Lidia Parente Valente de sua calma e tranquilidade, de sua parceria em algumas traquinagens que fiz. A ela só posso agradecer, pois tive angus bons momentos na faculdade.
E enfim, a Soraia, que nos primeiros anos foi minha melhor amiga, mas me ensinou o que é a dor de uma traição de alguém tão próximo e que nos conhece tanto. A ela só tenho agradecer, pois me ensinou a ser desconfiada. Não sei por onde anda, mas desejo que seus sonhos tenham se realizado.
Enfim, são amigos queridos, mesmo que distantes, mesmo que não tenhamos conseguido fazer nossa festa e vocês só tenho a dizer este 20 anos, que passamos longe uns dos outros, não foram desperdiçados. Foram vividos, questionados, amados, odiados, perdoados. Não virei mega star, como me imagina aos 24 anos. Saber quem sou é muito melhor! E que venham mais 20 anos e que um dia a gente possa se reunir para comemorar.

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