Eterna adolescente

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Ontem fiz mais um ano de idade  e sinceramente não sei o que sinto, porque às vezes me sinto uma adolescente, que mal comecei a vida, mas logo depois vem a sensação de que estou velha, mas não o suficiente para ter aprendido , feito, realizado conquistado tudo aquilo que desejei e sonhei.

Definitivamente, depois que entrei na casa do ‘enta’, sinto que é a vida parece ser um pouco mais estressante.  As pessoas tendem a brincar com a crise da meia-idade, mas realmente não é uma brincadeira, porque realmente, você está no meio do caminho

Meu corpo parece ser o meu maior inimigo, pois me lembra a cada instante a minha idade. Tornei-me refém dos óculos e o FDP do meu joelho reclama de carregar esse corpo pesado, porque afinal não sou mais tão magrinha como antes, mas descobri que sou feliz sendo gordinha. Não vou mentir gosto de comer e beber.

Com o tempo aceitei o que a genética  me impôs em termos de silhueta e não me sinto mal por isto.

Os meus cabelos, se não fossem a tintura retocada constantemente, me entregariam facilmente, pois os cabelos já pressagiam o que minha família tem como maior tesouro depois de certa idade – os cabelos brancos. Se bem que outro dia vi uma reportagem que agora eles são a coqueluche do momento, entretanto mesmo sendo, não tenho coragem de assumi-los.

Descobri outro problema com a idade, o meu corpo não acompanha minha cabeça e quero fazer peripécias de uma mocinha de 20 anos, mas ainda bem que amadureci e fica só na vontade mesmo.

Daí vem a conclusão de que amadurecer é muito bom, aprendemos tanta coisa, mesmo sabendo que os anos não irão te ensinar a superar algumas coisas do passado e que sim serei uma eterna adolescente, fazendo picuinhas  e ficando de ‘mimimi’ com pessoas que não tenho coragem de mandar a merda, porque o amadurecimento me mostrou que nem sempre isso é de bom tom. Olha eu aqui com ‘mimimi’, só pra mostrar que meu lado adolescente  está falando mais alto.

Com o tempo, o amadurecimento, a gargalhada já não é tão alta, os movimentos mais contidos, mas a adolescente e jovem atrapalhadas continuam no corpo, que ainda teima em esbarrar e tropeçar, na ânsia de ser ágil.

Com o amadurecimento, estou tentando, e não quer dizer que aprendi, mas sei da importância da família e dos amigos, assim como sei me afastar daquilo e daqueles que não me fazem bem. Pena que àqueles de quem me afasto não entendam.

Hoje tento argumentar, falar o que penso, sem ofender e gritar, mas às vezes esqueço as regras da boa convivência e ajo ao contrário.

Tento agradecer mais vezes a Deus a vida que tenho e ser mais gentil, mas sem perder a minha essência.

Enfim, o corpo não ajuda, mas sou uma eterna adolescente.

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