Por vezes penso em suicido, quase sempre

“Sentir a vida esvair-se pelas veias abertas dos pulsos, o ar faltar nos pulmões e o coração começar lentamente a parar devido a força que os comprimidos lentamente roubam a todos os músculos, o corpo começar a deteriorar-se intrinsecamente, com ácidos e substâncias que provocam pulsões tais que o corpo se auto destrói com a intensidade eléctrica do corpo, o sangue e a carne a expelirem-se através da atmosfera, depois dum embate no solo frio e indiferente, depois da vertigem da queda, ou então… o chumbo trespassando o cérebro, beijá-lo e dizer-lhe com carícias na mente: Descansa. O sofrimento acabou…” (anônimo)

O texto narrado acima é assim que me sinto, mas não consigo fazer. Não por hora. Meus remédios  não me deixam. Sei que prometi lutar, e sei que que sou fraca, que estou falhando. Deixa-me chorar a minha dor, deixa-me fugir. Queria acreditar que posso ser feliz, que posso fugir daqui…mas não consigo.

“A dor leva-me de dia para dia. Estou tão perto da morte e simplesmente não consigo toca-lá. Queria acabar com tudo, com o sofrimento, com a dor. Ninguém consegue compreender o que sinto, ninguém me ouve, estou sempre à margem de tudo, será que sabem que existo? Já não sei o que fazer, sou percorrida pela dor e não consigo compreender isso. Quem sou eu? A verdade é que nunca cheguei a saber e nem sei. Desejo tanto fugir, acreditar que sim, desejo a morte, que ela me leve. Sinto tanta dor, é tão difícil viver assim…”

“Cada lágrima perdida nos meus olhos vazios, leva o meu sofrimento. Quero gritar, quero deixar voar os meus sentimentos, mas não consigo, apenas solto gemidos surdos e estranhos. Sinto-me cega não consigo ver o porquê da minha solidão.”

“Quero acabar com toda esta incompreensão. Abraça-me, consegues sentir-me? Dói-me a alma, das palavras frias e cruéis que eu mesma me dirijo, quando apenas te pedia para me ouvires e não me ouves por falta de tempo. Como preciso de ti, porque achei que poderia ser meu amigo e me compreender . Deixei-me enlevar no vazio e agora apenas desejo  morrer longe de tudo, longe de todos, no meu mundo, que sempre procurei e onde me fechei para nuca sair, para nunca ninguém conseguir entrar.”

Para quê viver neste mundo? Por vezes é difícil encontrar um sentido para a nossa existência…Porquê??????? Porque não acabar com este sofrimento?…Porquê ter medo? Tudo se perdeu na minha vida, perdi-me naquilo que sempre procurei, perdi-me no vazio, perdi-me no silêncio…estou só! A minha Vida arrasta-se no medo de sentir dor e chorar só para dentro o que me dói…

Tenho medo da solidão, da qual sempre tentei fugir…mas agora…estou só…nada mais me resta, senão o abismo. Às vezes dói muito pensar que estive tão perto de conseguir tudo aquilo que sempre desejei e me deixei cair no esquecimento….

Como quis que me ajudastes, como desejei. Obrigada por tudo. Quando a hora chegar você saberá.

 

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