Metade

Sempre que leio os versos da música Metade, volto a mim mesma. É que eles me dizem algo que preciso entender, aprender. Nada é fácil. Principalmente segunda-feira, que me lembra que durante um tempo recebia um bom dia especial quase todos os dias. Os bom dias se foram. Quem enviava, não sei pra onde foi. Minha vida de pacata se tornou um caos. Minha culpa, de outro, de quem?
Preciso aprender muitas coisas, principalmente a não me apegar, não gostar, não querer. Mas enquanto a vontade de sumir e os que me conhecem e sabem pelo que passei nos últimos dias, sabem o que digo com isto, vou me consolando com fragmentos da música Metade  do Oswaldo Montenegro.
“Que as palavras que eu fale
Não sejam ouvidas como prece, nem repetidas com fervor.
Que essa vontade que eu tenho de ir embora, se transforme na paz e na calma que eu mereço.
Que essa tensão que eu sinto por dentro, um dia seja recompensada.
Porque metade de mim é o que penso  e a outra metade é vulcão.
Que o medo da solidão se afaste.
Que o convívio comigo mesmo seja ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso que me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui e a outra metade não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria pra me fazer aquietar o espírito
E que o seu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, a outra metade é cansaço.
Que a minha loucura seja perdoada porque metade de mim é amor e a outra metade também”

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